Sábado, 29 de Abril de 2006

Instinto Fatal 2

Dizem que o filme não é lá muito bom. E, de facto, não é o meu género de filme. Mas... que certas coisas são como o Vinho do Porto, lá isso são...

publicado por sá morais às 22:38
link do post | comente aqui! | favorito
8 comentários:
De Dae-su Oh a 29 de Abril de 2006 às 23:28
O vinho do Porto também se estraga ;)


De rui martins a 30 de Abril de 2006 às 00:07
parece que o filme vive muito da sharon stone... mas espera lá! não era o mesmo com a primeira versão?


De kaos a 30 de Abril de 2006 às 03:38
Até se bebia da garrafa :)


De sá morais a 30 de Abril de 2006 às 03:40
Estou a ver que o Kaos percebe de vinhos ;)


De Sónia Nabais a 30 de Abril de 2006 às 10:45
lololololo como diz um amigo meu:
- só pelas pernas vou!


De Ricardo a 30 de Abril de 2006 às 10:56
hahaha... a sharon stone não é nenhum vinho do porto, não ofendas os portuenses!
o filme é mau e ela então...
mas eu escrevi muito mais bonito no meu blo, com fotos e tudo. espreita se quiseres:
http://axasteoque.blogspot.com/2006/04/instinto-fatal-2-de-michael-caton.html


De Ricardo a 30 de Abril de 2006 às 11:03
Instinto Fatal 2, de Michael Caton-Jones
Queira ou não admitir-se, “Instinto Fatal” marcou uma época. Sensualidade, crime, violência e sexualidade gráfica. O realizador vinha da Holanda, tinha uma visão de extrema direita mesmo a propósito da presidência de Reagan e de Bush, pronto a ofender e a ferir sensibilidades para imprimir a sua marca em Hollywood. Para sempre se falará do eterno traçar de pernas de Sharon Stone, mas o filme tinha inúmeros outros predicados. O enredo estava bem conseguido e explorava mistério e suspense. Era um filme excitante em todos os sentidos. E tinha um final mal explicado, o que fazia sair do cinema ainda com dúvidas, mas nem por isso com insatisfação.
Há já muitos anos que Sharon Stone pressionava o estúdio para uma sequela de Instinto Fatal ter luz verde. Nos primeiros tempos, procurava-se um argumento que agradasse a Michael Douglas, pouco predisposto a reencarnar o papel do detective Nick Curran. Sharon Stone encontrava-se no pico do seu magnetismo físico, mas Douglas iniciara já a sua fase descendente. Ao cabo de uma década, tornou-se claro que Michael Douglas não estava realmente interessado e os guiões passaram a centrar-se unicamente na personagem de Sharon Stone. Acontece que, no intervalo entre as duas produções fatais, a carreira dela não conheceu um único êxito.
Logo a seguir a “Instinto Fatal”, a mulher tímida mas sexualmente explícita de “Sliver” foi recebida com frieza e desinteresse (a cena de masturbação no duche é verdadeiramente confrangedora) e o seu projecto de western (que produziu e para o qual se rodeou de nomes como Leo DeCaprio, Gene Hackman e Russell Crowe, sendo a realização a cargo de Sam Raimi) um fracasso. “Diabolique” (remake em que fazia o papel originalmente de Simone Signoret), “Casino”, “Gloria” (remake em que fazia o papel originalmente de Gena Rowlands), “A Esfera”... venha o Diabo e escolha.
Finalmente, aterra “Instinto Fatal 2”. Se em 1992 Sharon Stone era uma bomba sexual, catorze anos volvidos, muito sinceramente, não é. Pedia-se uma personagem mais madura e consciente de si, já que a actriz, de 48 anos, há muito passou o seu prazo de validade de femme fatale, e é impossível evitarmos um arrepio de repúdio aos seus esgares de sedução animal, quando é claro que esse animal deveria ser abatido. E ela sabe isso, razão pela qual essas caretas são tão pouco convincentes e repelentes.
Sharon vai passando a sua triste figura e ténue sensualidade pelo ecrã, sem se esquecer de mostrar as carnes duas vezes, nos termos contratuais, o que inclui o peito (é o mesmo silicone que tinha em 1992, mas agora parece estar ali à nora, penoso na sua vulgaridade).
Com tantos anos para engendrarem uma história de jeito, o resultado é demasiado medíocre para se acreditar. O psiquiatra Michael Glass vê-se puxado para todos os lados por Catherine Tramell (acusada de um novo homicídio) e por um inspector da Scotland Yard que a quer ver, a todo o custo (e sem que se perceba porquê), atrás das grades. Tendo uma ex-mulher envolvida com um jornalista de escândalos, o assédio de Catherine e as mortes que se vão sucedendo levam o psiquiatra ao desespero.
Mudando a acção de São Francisco para Londres, a criatividade ficou para trás. O cast também é deplorável, para além da velha protagonista, David Morrissey, que interpreta o psiquiatra, parece um doente comatoso de voz afectada e átona. David Thewlis e Charlotte Rampling fecham o ramalhete pouco prometedor.
Uma ideia extremamente infeliz é a confissão de Catherine Tramell de ter assassinado Johnny Boz, a vítima do início de “Instinto Fatal 1”. Em especial porque o faz apenas como bravado, numa conversa de despeito, e porque ficava muito melhor nem ter tocado no assunto. Outra parvoíce é a destreza com que coloca e aperta um cinto à volta do pescoço de um homem, com uma mão só, em décimas de segundo (tentem em casa, é impossível fazê-lo; mas nada é impossível para Catherine Tramell).
A banda sonora mistura música original de John Murphy (também inglês) e colagens da partitura de Jerry Goldsmith para o primeiro filme (a banda sonora de 1992), e são esses enxertos o que fica pior, visto que não jogam com o restante nem foram dispostos em momentos de especial significado.
Em suma, (...) ver blog


De sá morais a 30 de Abril de 2006 às 16:47
Ricardo: obrigado pela cuidadosa análise do filme que, sinceramente, ainda não vi e talvez não vá ver nos próximos tempos... Não me diz muito.
Estou a ver que a Sharon não o impressiona :) Mas quem lhe dá 48 anos? Quem dera a muitos chegar a essa idade assim... Ehehehe! Mas esse era um vinho que muitos gostariam de ter na adega ;)


Comentar post

IdeiasFixas

pesquisar

 

Dezembro 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
31


conversa recente

Retratos ( reais ) de Vis...

A "outra" verdade sobre V...

Viseu: qualidade de vida ...

Viseu: Qualidade de Vida ...

A verem-se gregos, não pa...

OPORTUNIDADE!

Goor - A Crónica de Feagl...

Goor - A Crónica de Feagl...

Natal 2011 - Regresso dos...

Regresso dos Deuses - Reb...

Ficheiros

Dezembro 2015

Setembro 2015

Julho 2015

Junho 2015

Agosto 2013

Janeiro 2013

Fevereiro 2012

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Fevereiro 2011

Março 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

tags

todas as tags

Amigos e Conhecidos

subscrever feeds